Recomeços...
- 清水 Giulianne

- 21 de mai.
- 2 min de leitura

No Dia Internacional do Chá (21/05/2026), a editora @intersecaoedicoes nos presenteia com o post de divulgação, pelas mãos da querida @ceciliavpneves e de todas as colaboradoras: “Chá Brasileiro: tradições e narrativas do Vale do Ribeira”.
Um livro que floresce entre memórias, tradições e afetos, ao qual tive a honra e a alegria de contribuir com minhas ilustrações.
E, entre as delicadezas do processo desse livro tão sensível quanto precioso, eu também retorno, como quem renasce entre traços, memórias e palavras.
Há batalhas que acontecem em silêncio, longe dos olhos, mas profundamente sentidas pela alma.
Por muito tempo, minha alma habitou silêncios, ausências, pausas e vazios deixados pelo Burnout e pelas delicadas batalhas invisíveis de saúde... E, aos poucos, fui reencontrando as delicadas trilhas que me conduziam de volta a mim mesma e me permitindo que a alma encontrasse novamente o caminho.
Por isso, contemplar este resultado hoje carrega uma emoção que as palavras mal conseguem sustentar. Não é apenas sobre o que foi criado, mas sobre tudo o que precisou renascer junto com ele.
Existe algo profundamente sagrado em retornar devagar, em reconstruir-se sem pressa, em florescer mesmo depois do esgotamento. E talvez a beleza mais verdadeira esteja justamente aí: na coragem silenciosa de continuar, mesmo quando tudo dentro de nós precisou parar.
Ao meu marido, mamãe, papai, aos profissionais da saúde, aos profissionais da saúde, às pouquíssimas amigas e familiares que permaneceram ao meu lado nessa pausa tão dolorosa, deixo minha gratidão, por terem sido presença quando tudo em mim era ausência, e por não terem permitido que eu atravessasse esse tempo em solidão.
Estou voltando, em passos ainda delicados, aos projetos em que eu acredito e aos projetos que me habitam, e sobretudo, aos meus próprios sonhos, que nunca deixaram de me esperar em silêncio.

Destaco as semestes da Camellia sinensis da foto, que ganhei do meu precioso amigo @leonaokidoyu , durante a Rota do Chá, obrigada pela força e palavras que sempre me incentivaram, que do seu solo sagrado você me deu um dos presentes mais significativos que já recebi, como se a vida me entregasse, em forma de semente, a promessa de um recomeço.

